Como é feito o Alongamento Ósseo?


O alongamento ósseo é uma técnica de crescimento ósseo que baseia-se na propriedade do osso em formar osso novo quando submetido a distração. A esta propriedade biológica da-se o nome de OSTEOGÊNESE POR DISTRAÇÃO.

O osso ao ser cirurgicamente cortado (osteotomia) e suas margens separadas gradativamente, forma neste espaço um tecido ósseo imaturo, o qual progressivamente vai amadurecendo até formar um osso igual ao original, com as mesmas propriedades mecânicas.

Essa capacidade permite tanto aumento em comprimento do osso como o preenchimento de defeitos ósseos.

Essa técnica pode ser utilizada para alongar um membro mais curto que outro, para o preenchimento de defeitos ósseos causados por fraturas graves, infecção como osteomielite e até tumores ósseos.

O processo de alongamento ósseo passa por 4 fases

  1. Cirurgia: Após análise e planejamento do caso, procede-se a cirurgia. Esta tem dois objetivos: a instalação do aparato distrator, seja fixador externo ou haste intramedular, e a realização do corte ósseo - osteotomia. A técnica utilizada para realização de osteotomia prioriza o mínimo de agressão aos tecidos, afim de otimizar a formação de osso novo. É feita através de uma pequena incisão e de forma delicada e cuidadosa, sem a utilização de serras ósseas

  2. Latência: são os primeiros 7 a 10 dias após a cirurgia, correspondem ao período de formação de tecido cicatricial imaturo no local da osteotomia. Após este período inicia-se a distração.

  3. Distração: a separação lenta e progressiva das extremidades da osteotomia promove o alongamento ósseo. O ritmo de distração determina a velocidade de separação das margens e é fundamental para a qualidade do osso formado. Normalmente varia entre 0,7 e 1mm ao dia. Neste ritmo há uma boa formação do regenerado ósseo, permitindo um alongamento médio de 1cm a cada 15 dias. Nesta fase, é imprescindível a avaliação frequente do médico ortopedista e exercícios diários para alongamento muscular direcionado e mobilidade articular.

  4. Consolidação: após ter alcançado o alongamento planejado, cessam os ajustes e a distração óssea. Neste momento o regenerado ósseo ainda imaturo, ossifica-se através do processo de ossificação intramembranosa, adquirindo as propriedades mecânicas do osso final. As consultas médicas costumam ser mensais, entretanto os exercícios devem ser mantidos.

  5. Remoção do implante: quando o regenerado ósseo já adquiriu o aspecto e a rigidez do osso maduro é possível remover o implante. Para conforto e segurança do paciente a retirada é feita com o paciente sedado e no centro cirúrgico. Por ser um procedimento de caráter ambulatorial, ele recebe alta no mesmo dia. O momento da retirada do implante deve ser analisado com cautela, afim de evitar complicações como deformidade plástica ou até fratura do regenerado.

Veja abaixo as imagens de um tratamento utilizando a técnica de alongamento sobre haste.

A grande vantagem dessa técnica é o mínimo de tempo de permanência com o fixador externo. Considerando um alongamento necessário de 3cm, pela técnica convencional, o tempo médio de permanência com o Fixador Externo é de 4 a 6 meses. Nesta técnica, é de aproximadamente 45 dias.

O alongamento ósseo é complexo e cheio de detalhes que devem ser acompanhados por um médico ortopedista especializado em reconstrução e alongamento ósseo. Este profissional possui capacidade técnica para conduzir o paciente através de todo o processo.


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